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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pobre povo grego "as portas estão a fechar-se".Fonte: Económico"

"Se o governo grego pensa que deve fazer um referendo, deixem-no fazê-lo. (...) Talvez seja uma forma prestável para o povo grego decidir se está pronto a aceitar o que é necessário ou se pretende algo diferente", disse hoje o ministro alemão das Finanças.Um referendo na Grécia poderá ajudar a desatar o nó na negociação do governo de Tsipras com a troika, afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, antes da reunião do Eurogrupo. Os progressos nas conversações tiveram pouco ou mesmo nenhum progresso, disse Wolfgang Schäuble, ainda que reconhecendo melhorias no clima de negociações.
A poucos minutos da hora marcada para o início da reunião do Eurogrupo, e no mesmo dia em que tem reunião prevista com Varoufakis, o ministro das Finanças alemão deixa esta afirmação, surpreendente à luz do ocorrido há dois meses. Então, Varoufakis afirmou a mesma intenção numa entrevista, surgindo um coro de críticas da Europa. “Tal como o primeiro-ministro afirmou, não estamos colados às nossas cadeiras. Podemos voltar a eleições, marcar um referendo”, disse em Março o ministro grego das Finanças ao jornal Corriere della Sera. Em declarações posteriores, deixou um aditamento: as palavras “eram obviamente sobre conteúdos das reformas e política fiscal”, e não sobre a permanência no euro.
Um referendo à população para decidir sobre um programa da troika nem é novidade de 2015. Há quatro anos, o então primeiro-ministro, George Papandreou, do PASOK, sugeriu um referendo, sendo afastado e substituído pelo à altura vice-presidente do BCE, Lucas Demetrios Papademos, que se tornou no líder do governo de transição implementador do resgate da troika, em 2011 e 2012. Desta vez, o tema referendo regressa pela voz do poderoso ministro alemão.
Entretanto, entre avanços e recuos, a Grécia continua sem chegar a acordo. Se é verdade que tem vindo a garantir os pagamentos aos credores, amanhã há novo teste, com uma tranche de 750 milhões de euros para reembolsar o FMI. Até final do mês, segundo números recolhidos pela BBC, o governo grego terá de reunir mais 2,5 mil milhões de euros para pagar salários e pensões. Para já, está em stand-by a fatia final do empréstimo de 7,2 mil milhões de euros ao abrigo do programa de assistência económica e financeira estabelecido pelo anterior executivo com a Troika (agora designada de “grupo de Bruxelas”). Com ou sem referendo, o governo da Grécia terá de chegar a acordo para receber esse cheque.
Hoje mesmo, o Wall Street Journal está a citar fontes do FMI para noticiar um plano em marcha, com os países da Europa de leste e Balcãs, para preparar o “day after” de um incumprimento grego. A suceder, poderá desencadear choques nos sistemas financeiros de países como a Bulgária, Albânia, Sérvia e Roménia, onde a banca helénica tem forte representação.

4 comentários:

O Árabe disse...

Longa e dolorosa para o povo essa caminhada da Grécia, não, Irene? Esperemos que tudo se resolva pelo melhor! Boa semana, amiga.

Cidália Ferreira disse...

Passo para de desejar uma excelente semana...

Beijinho
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

manuela barroso disse...

E acho que o pior estará mesmo para vir...
Beijinhos!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Irenamiga

Já há muito que o deficiente/nazi Herr Wolfgang Schläube, ministro das Finanças da Alemanha me levanta sérias suspeitas: quem é que manda naquele país: ele ou Frau Merkel?

Schläube é horrível, é odiento, é déspota - e "anda" numa cadeira de rodas. Dela emite os seus diktaten que assustam a chamada (des)União Europeia.

Desta feita está a tentar fo...rnicar a Grécia do Syriza de Tsipras; é o Senhor a bater no escravo sem dó nem piedade. Mas, ai se isto dá a volta, e o David volta a dar no Golias de um só olho em Berlim.

Os gregos têm de tomar juízo e deixar de pensar que a vida é só feta e retzina, moussaka e dolmades, bouzouki e syrtáki, ou seja, pão, vinho e dança.

Mas têm de pensar por eles próprios o que querem e como querem ser. Com malandros como o Herr Schläube estavam e estão lixados. A procissão já saiu do adro.Há que ver onde ela vai parar...

Qjs