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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Os trabalhadores estão em contínua perda de direitos.

 
 
 
 
Este vídeo recorda-nos o que foi o inolvidável 1º. de Maio de 1974
 


Poema: Maio não Morreu da grande poetisa ROSA MARIA

Maio não morreu
Já não há caminhos...não há certezas...nem vida...nem pão
O céu está sombrio...calaram-se as vozes...o grito emudeceu
Entardeceram as memórias desse 1º Maio de cravo na mão...
A todos que nesse dia saíram à rua...digo: Maio não morreu

Já não há caminhos...a voz emudeceu é turva a memória
As mãos estão vazias de esperança...os braços sem vontade
Já cansados de tanta espera e urgência de mudar a História
E de erguer o punho cerrado e gritar bem alto...Liberdade!
Já não há caminhos...neste Maio os cravos já não abriram
Num sonho que está a ruir...um jardim que já não vai florir
Como floriu o 1º Maio nas bocas que hoje já não sorriram
E “esse povo unido jamais será vencido”deixou de se ouvir
Já não há caminhos...as ilusões foram traídas pelos esbirros
Abril já passou...os sonhos morreram o futuro está sepultado
As vozes calaram-se...estão vazias as mãos dos nossos filhos
Mas em mim a revolta não se cala...o futuro não é passado
Já não há caminhos...já nada é teu...perderam-se as raízes
Não há crianças nem jardins...nem sonhos tecendo futuros
As palavras estão presas no medo...já não há vozes felizes
Clamando por um novo tempo onde não hajam mais muros
Já não há caminhos...os tempos são de brumas sombrias
Já não há luz ao fundo do túnel para os deserdados da sorte
Que vão agonizando lentamente deitados nas calçadas frias
São os filhos deste povo que os algozes condenaram à morte
Escrito por : Rosa Maria


 

4 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Tenha um bom feriado...

beijinhos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Irenamiga

Infelizmente não pude participar no Primeiro de Mais de 1974. Estava em Angola e a TAP fizera a primeira greve. Chorei, mas chorei mesmo, ao constatar que não podia vir.

Já chorara baba e ranho por não ter assistido e quiçá participado no 25 de Abril. Os meus filos, ainda putos perguntaram por que razão eu estava a ouvir a rádio e a chorar. A Raquel tentou explicar-lhes que eu estava a chorar de raiva e contentamento. Os putos não perceberam... puto!

Já participei no Dia do Trabalhador de 1975. Que foi mau. Mas isso são outros quinhentos mal réis...

Qjs

Esperanza disse...

En España ya ves .. estamos igual cada vez menos derechos adquiridos durante años.Un cordial saludo

Carmem Grinheiro disse...

Direitos conquistados, retirados à custa da crise gerada por outros.
Enfim, quando até o direito ao trabalho nos tiram, o que mais se há de esperar?
Poema que é um grito contra o infortúnio.

bj amg