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sábado, 27 de dezembro de 2014


A VIDA PSÍQUICA

Célia Laborne Tavares



A humanidade evolui lentamente. Quando ela tiver mais ampla a consciência científica e espiritual vai compreender uma verdade simples que hoje anda encoberta.

Se é bom “colocarmos para fora”, individualmente, o que nos angustia, oprime, irrita, o que nos sufoca, aflige ou assusta, etc., é péssimo jogar toda essa negatividade, esse lodo, sobre a coletividade. Poluir mentes alheias, sujar espaços mentais é próprio dos cegos de espírito.

Assim como é no plano físico é também no plano mental. Ninguém pensaria em lançar sobre os outros os detritos, os esgotos, os resíduos de suas casas – ainda que seja saudável e desejável que se jogue tudo fora, nos locais adequados. Ninguém, sobretudo, gostaria de receber o lixo alheio.

Pois é exatamente isto que fazem muitos escritores, teatrólogos, cineastas, novelistas, poetas, pintores, etc., quando esvaziam sua mente sobre um público manobrado para aplaudir e endeusar nomes, sem analisar conteúdos. Deformações, agressividade, inversão de valores, comportamentos doentios são “passados” ao público escravo de rótulos, de conceitos ditos modernos, de assinaturas colocadas no pedestal da fama.

Quanto criador há por aí capaz de manifestar o melhor, o mais belo do ser humano, de incentivar o que traz paz e harmonia à coletividade, que não se submete ao esquema do modelo fácil e do dinheiro mais fácil ainda, através do sujo, do tendencioso, do agressivo, do desagregador. Quem gostaria do lixo material ainda que dentro de artístico e famoso recipiente?

É bom limpar a mente, mas nunca em cima dos outros, nem com rótulos de arte ou assinaturas cobiçadas. Muita gente ainda não se conscientizou disso, nem da responsabilidade que assume quem polui e quem se alimenta de poluição. Mas a ciência avança agora em clara direção da evolução: e evolução é – quer queiram ou não – purificação de vibrações. Purificação da mente, da palavra, dos gestos, do corpo. E ninguém se limpa alimentando-se e rolando sobre o que é grosseiro, sujo e inadequado.

Enquanto não se compreende isso, vive-se enredado na angústia e no sofrimento crescente; vive-se sem luz até perceber-se que não se podem quebrar as Leis maiores, sem um retorno de males interiores e constantes.

imagem de Daniela Raluka

3 comentários:

Elisabete disse...

Uma reflexão sábia!
Bom domingo, Irene.

Observador disse...

Grande texto. Grato pela partilha.
Um abraço.

Cidália Ferreira disse...

Tanto evoluiu que estragaram tudo. Gostei

Beijos, continuação de boas festas

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/