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domingo, 3 de agosto de 2014

Será que vai ser assim?

O Governo e o Banco de Portugal vão anunciar esta noite a solução para a recapitalização do Banco Espírito Santo (BES), que deverá passar por uma injecção superior a três mil milhões de euros por parte do Fundo de Resolução e pela criação de um 'bad bank' para os activos tóxicos da carteira de crédito da instituição, confirmou o Económico junto de fontes ligadas ao processo.
A solução entrará em vigor já amanhã e visa resgatar o BES após os prejuízos históricos de 3,5 mil milhões de euros, sem gastar dinheiro dos contribuintes. A gestão do BES, liderada por Vítor Bento, tentou evitar ao máximo a intervenção do Estado, mas as fortíssimas quedas das acções nas duas últimas sessões da semana passada tornaram este desfecho inevitável. A solução que está a ser ultimada pelo Governo e pelo Banco de Portugal dará a Vítor Bento o tempo necessário para reestruturar o BES e coloca o banco a salvo, definitivamente, da exposição ao Grupo Espírito Santo, transferindo esses créditos tóxicos para uma entidade que será criada de raiz
Segundo as mesmas fontes, a partir de amanhã, o BES sairá de bolsa, passando a ser detido a 100% pelo Fundo de Resolução da Banca, uma entidade criada em 2012 e que é financiada pelos bancos portugueses e pelas receitas da contribuição especial que o sector paga ao Estado. Este fundo, criado para prevenir situações como a da crise bancária de 2008, tem actualmente apenas 182,2 milhões de euros. Por isso, terá de ser encontrada uma forma de o prover de recursos suficientes para capitalizar o BES. De acordo com a legislação em vigor, isto pode ser feito por via de um empréstimo estatal ou através de uma nova contribuição especial imposta aos 84 bancos e caixas económicas que contribuem para o Fundo de Resolução. Com a tomada de controlo do banco pelo Fundo, os accionistas do BES deverão ser os primeiros a suportar os custos da recapitalização, tal como previsto nas novas regras europeias para os resgates bancários, perdendo as respectivas participações sem direito a qualquer compensação. Também os detentores de dívida subordinada deverão ser chamados a contribuir, com um 'haircut' sobre o valor dos títulos.
A lei prevê também a suspensão imediata dos órgãos sociais das instituições resgatadas pelo Fundo de Resolução. No entanto, a nova comissão executiva do BES, liderada por Vítor Bento, que iniciou funções há duas semanas, deverá ser confirmada pelo novo accionista estatal.
Linha da troika poderá financiar Fundo
Uma solução provável para dotar o Fundo de Resolução dos meios necessários para capitalizar o BES será pela utilização de parte da almofada financeira de 6,4 mil milhões de euros que o Estado tem ainda à disposição na linha de recapitalização bancária incluída no empréstimo da Troika. Esta hipótese foi ontem avançada por Luís Marques Mendes, comentador da SIC. Segundo o antigo líder do PSD, o Estado emprestará ao Fundo um total de 4 mil milhões de euros para capitalizar o BES, que deverão ser reembolsados no prazo máximo de seis meses, com o encaixe da venda do banco no mercado, possivelmente por via de uma Oferta Pública Inicial (IPO).
Marques Mendes disse ainda que os actuais accionistas deverão passar a controlar o 'bad bank' que receberá os activos tóxicos do BES, nomeadamente os créditos a empresas do Grupo Espírito Santo e outros activos problemáticos, que levaram a perdas de 3,5 mil milhões no primeiro semestre. As fontes contactadas pelo Económico não confirmaram os contornos avançados por Marques Mendes, mas atestaram que a solução em cima da mesa visa acautelar os interesses dos contribuintes – impedindo que se repita uma nacionalização como a do BPN – e ao mesmo tempo salvaguardar a estabilidade do sector financeiro.
A criação deste 'bad bank' e a possibilidade de utilização do Fundo de Resolução foram noticiados na sexta-feira pelo “Jornal de Negócios”.
BES será vendido no fim do ano e já há interessados
O 'novo' BES, devidamente capitalizado e reestruturado, deverá ser um alvo apetecível para bancos estrangeiros e nacionais, incluindo o BPI, tal como o Económico noticiou na sexta-feira.
Os planos das autoridades prevêem que o banco seja vendido em bolsa no prazo máximo de seis meses, servindo o encaixe da operação para reembolsar o Fundo de Resolução.
Recorde-se que o Banco de Portugal e o BES têm mantido contactos com várias dezenas de potenciais investidores no BES, incluindo bancos e fundos de investimento.


Fonte: Sapo

4 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Bom dia, Amiga
Um dia destes não temos nada!

Beijos, Bom Domingo

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Alexandra disse...

Os bancos o estado, o estado e os bancos e não passamos disto! Mete nojo, enjoa!

Observador disse...

Entretanto, convém lembrar que o caso BES é muito pior que o do BPN.

Mira disse...

Irene, que dizer? não sei,
parabéns o seu blog está de cara
nova, ficou lindo, boa semana, beijo